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Mais uma da Miranda July. The Hallway. Instalação que integrou a Trienal em Yokohama, no Japão, em 2008, reflete sua obra de caráter extremamente pessoal e reflexivo. Gosto tanto!

Tenho ouvido muito duas cantoras. Ambas delicadas e femininas. A primeira delas é pernambucana Lulina, que define sua música no myspace como “canção popular melodramática” e até faz um pouco de sentido. É aí que mora a graça das músicas, que me despertam o desejo de muitas xícaras de chá. Atualmente, ela faz uma curta temporada às segundas-feiras no Grazie a Dio. Ouça mais aqui.

A segunda é a Tiê e o cd, “Sweet Jardim”. Doce, suave e candidata a hit da temporada aqui em casa. Ouça mais aqui. E aqui, o novo video de “Aula de Francês”. Ah, a ilustração da capa- linda – é da Rita Wainer.
Vale dizer que as duas são muito bem assessoradas pela queridíssima Fê Couto, que atende, assim como a Polar, somente a pessoas com quem ela se identifica e acredita. Talvez por isto o trabalho seja tão bem feito e traga tão bons resultados para as duas jovens cantoras.
A Revista Digital Timesheet chega ao seu terceiro número. Temática e trimestral, a revista aborda a relação das pessoas com a “Obediência” e reúne trabalhos de artistas gráficos do Brasil e do exterior. Aliando fotografias, peças gráficas e trabalhos autorais, a Timesheet foi idealizada pelo designer Gustavo Santos, um inquieto criador de revistas e fanzines desde a década de 90. Para acessar o conteúdo da terceira edição acesse aqui. O próximo número será sobre o “silêncio” e os trabalhos podem ser enviados através do email timesheet@timesheetmag.com.br até o próximo dia 30.




Mais uma da Juliana Freire, da Revista Gudi e sócia da Emma Thomas, uma das galerias de arte mais bacanas da cidade. A Ju acaba de lançar sua nova empreitada, o Art Cover Project. Segundo ela, que é artista plástica e estilista, a idéia é criar uma interpretação das capas de discos de rock preferidos. O resultado vai estampar camisetas, virar uma exposição e um livro de bolso. A Ju contou que o projeto ainda não está fechado, ou seja, se você quer participar envie seus trabalhos para contato@julianafreire.com até o dia 30.07. Corra!




Apesar do sobrenome de origem búlgara, Stephan Doitschinoff é paulista. O artista plástico de 32 anos acaba de ter um registro de parte de sua obra lançado em livro pela editora alemã Gestalten. Durante dois anos Stephan morou em Lençóis (BA), pintando casas, muros, igrejas e lápides no cemitério local. Sua presença alterou o cotidiano da cidade de 10 mil habitantes. Os moradores se interessaram pelo trabalho do artista e pediam para que ele pintasse suas casas. Apesar dos desenhos de caveiras e símbolos sacros, todos queriam suas cores pelos muros.
Antes de morar em Lençóis, Stephan expôs em Londres, Nova Iorque e em São Paulo, onde é representado pela Choque Cultural. Seus primeiros trabalhos foram capas de discos e cenários de shows de bandas punk. Depois de levar um Jabuti de ilustração foi parar em Lençóis, onde sua irmã tem restaurante, para conhecer mais sobre arte popular e folclore. E aí nasceu o belíssimo livro “Calma” (abreviatura do latim, com alma), pseudônimo do artista, que será lançado no próximo dia 6, no MAM/SP. Na obra, Stephan conta sua história (filho de pastor evangélico, avó espírita, aluno de colégio católico, passava os dias na igreja com o pai enquanto a mãe trabalhava) pessoal e sua trajetória artística.
A Polar já garantiu seu exemplar na loja do Malba.
