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Despedidas nem sempre são simples. E na verdade, nem sempre memoráveis. Mas esta ficou registrada não só na memória de quem partiu como na de quem recebeu um dos vários balões espalhados por Barcelona quando este brasileiro, o Lucas Jatobá, decidiu deixar a cidade. Confira abaixo:
Retomamos a seção Polar Tips, com os relatos sensoriais de viagens dos amigos, queridos e clientes Polar Studio. Segue um roteiro de viagem de uma das melhores fotógrafas que conheço, a *Carol Sachs, que nos enviou um relato delicioso acompanhado das belíssimas imagens abaixo. Enjoy it!
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Em novembro do ano passado eu fiz um cruzeiro a trabalho pela Itália. Começava em Roma e terminava em Veneza, onde meu namorado morava temporariamente. Combinamos bem direitinho, sexta-feira as duas e meia da tarde ele me encontraria na estação de San Basílio onde o navio aporta, já com o carro alugado para subirmos a montanha no final de semana e matar as saudades de um mês sem se ver. O capitão do navio anunciou que a entrada em Veneza estava prevista para as duas, então lá pelo meio dia fui fazer um sauninha. De repente escuto no auto-falante “Agora estamos passando pelo Lido, uma das ilhas da lagoa de Veneza”, saí correndo tomar banho, vestiário lotado, desci pro quarto e, apressada, entre um corte de gilette e outro, escuto o capitão novamente “Agora nos aproximamos de San Marco, a praça mais importante da cidade”. Terminei o banho voando e, com uma mão na toalha e outra na câmera, consegui não pegar pneumonia e ainda fotografar a praça da varanda do quarto.
Fechei a mala, joguei qualquer pedaço de frango para dentro no almoço, mal me despedi dos companheiros de viagem e fui a primeira a descer do navio. Andei até a estação e… cadê o namorado? Eu estava um pouco adiantada, mas mesmo assim parei uma estranha e pedi o telefone emprestado: “Cadê vc?”, “Chegando em dois segundos!”. Logo depois, no telefone público “Cadê?” “Em San Basílio e vc?” “Tbém!!”. Quarenta minutos depois, frio e escuro e nada. Acontece que existem duas estações de vaporetto chamadas San Basílio, as duas onde aportam navios, em lugares diferentes. Seriam perto se Veneza não fosse a confusão de mini ruas, sopportegos e pontes que é, se existisse uma única linha reta. Mas não existe e levou tudo isso e ele finalmente chegou, sem carro. O Fiat 500 alugado especialmente para mim tinha virado um Panda de acordo com as micro-letras do contrato. Namorado bateu o pé, mas só conseguiram o 500 depois. Pegamos o trem até Mestre, o 500, um mapa, um sanduíche de prosciutto crudo (meu mais preferido ever) e fomos.
O destino era um agriturismo perto do parque nacional das Dolomitas. Agriturismo são acomodações em casas de fazenda da região, tem muito nessa parte da Itália. Claro que a gente se perdeu, andou em círculos loucamente e uma hora depois se viu de volta em Veneza, desejando não gostar tanto de mapas a ponto de não alugar GPS.
Eu sei, parece uma viagem dos infernos, ou pior(!!), uma viagem clichê dos infernos, dessas de filme onde tudo dá errado, bem do tipo que eu odeio. Mas em algum momento, depois de uma tentativa frustrada de falar inglês ou italiano no telefone com a dona do lugar, a gente chegou. Numa casa enorme, toda de pedra, com a maior mesa de jantar que eu já vi na vida, uma sala grande com sofás delícia e a lareira acesa, banheiro quentinho com calefação, cama grande e uma moça fofa esperando a gente. Fomos jantar num restaurantinho local super simples, mas barato e gostoso. Duro só foi a grappa no final, que um amigo italiano chamaria de diesel, não de grappa.
No caminho de volta, comentamos como parecia especial aquela casa e que dava muita vontade de voltar todo ano e de mandar todos os amigos para lá. Foi qndo lembrei do email da querida Denise, me pedindo para escrever algo sobre as minhas viagens. Só podia ser sobre isso, um lugar que acaba com qualquer mau humor instantaneamente e deixa um quentinho no coração.
Tem muito mais sobre esse final de semana, como a quebra do 500 na beira da estrada e comidas incríveis com trufas brancas, mas isso fica para uma próxima. Por enquanto deixo as fotos do agriturismo e um pequeno teaser do que são as Dolomitas no outono: uma das paisagens mais lindas que meus olhos já viram.
E lá vai a info então:
Azienda Agrícola Gesiol (http://www.gesiol.it/ – as fotos não fazem muito jus ao lugar, mas sim, a roupa de cama é feia mesmo e sim, tem um pinico no quarto, hihi).
Dá para reservar por aqui: http://www.parks.it/agr/gesiol/Eindex.php
Mas atenção que não é hotel, funciona assim: metade da casa é dos donos, metade dos hóspedes, fica bem separadinho e eles só usam a parte deles. Todo dia no café ela vem ver se está tudo bem, se você precisa de alguma coisa e depois te deixa em paz, tipo simpática sem ser invasiva. O café em si é simples, mas eu mesma não preciso mais que isso: pão fresco, presunto e queijo ou salame, manteiga e geléia, alguma coisa doce que varia todo dia entre tortas caseiras e pães doces, leite, iogurte, café e chá. Tem uma mini cozinha que você pode usar para fazer outra coisa se quiser. Uma boa pode ser comprar uns quitutes na verdade, já que eles só servem café da manhã e de resto você tem que comer fora e não é perto.
Quartos: no primeiro andar tem dois, um deles o que eu fiquei. No segundo tem mais que eu não vi. O banheiro é dividido entre os quartos, mas na época que a gente foi só estava a gente lá, então foi tranquilo. De qualquer forma o chuveiro é bom e é tudo super novo e limpinho, eles devem ter renovado recentemente. E custa €70 a noite para duas pessoas.
Atenção número dois: tem que ir de carro!!! Tem uma cidadezinha mais fofa que a outra na região, você nem chega na acomodação de outra maneira (afinal, é uma fazenda agrícola) e o melhor é dirigir pelas estradas das montanhas e ir jantar cada dia numa vila diferente.
*Carol Sachs é uma fotógrafa brasileira que adora rodar o mundo e colecionar belas imagens. Saiba mais sobre seu trabalho em:www.carolsachs.com
Sweat Shop Paris é um “café/costura” que existe no Canal St Martin em Paris. Surgiu com a proposta de unir pessoas que não ficavam felizes com apenas um cafezinho no fim da tarde e sentiam falta de “algo a mais”. Esse “algo a mais” foi interpretado como uma sala repleta de máquinas de costura (ao total são 10 estações de trabalho com máquinas SINGER) que podem ser alugadas por hora para que a pessoa, além de conversar e tomar um café, possa também costurar uma roupa velha ou até criar coisas novas. Para isso, são também oferecidos workshops de um dia e seminários com pessoas de grande renome.
Vale a visita no site:
www.sweatshopparis.com
Inauguramos uma nova seção no blog: Polar Tips. Depoimentos de pessoas interessantes que fazem parte da Polar como os clientes, amigos, parceiros, funcionários, colaboradores e agregados. A ideia é revelar os destinos preferidos das pessoas com as quais convivemos. O primeiro texto veio da querida Ivy Tinoco, da Mini Humanos, que esteve recentemente em Montevidéu e nos encaminhou o delicioso texto abaixo.
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Onde o tempo é outro
Ivy Tinoco
Montevidéu é uma cidade com outro ritmo. Embora metade da população uruguaia viva lá, é pouca gente. São muitos velhinhos, prédios antigos (muita coisa art-déco), estabelecimentos comerciais para aluguel, cachorros nas ruas, tortas fritas e toda a gente acompanhada de mate e com uma bolsinha de couro para acomodar a garrafa de água quente a tiracolo.
Tem um quê meio decadente na capital. Sinal de uma economia que ainda não se reergueu, mas tem também educação, gentileza e uma velhice ativa, vi muitos senhores andando de bicicleta por lá (achei tão bacana!).
Ouvi o silêncio, muitos pássaros e me senti em “Ensaio sobre a cegueira” (ok, porque a Denise já tinha me dito que parte do filme tinha sido rodado lá). Mas é que a cidade tem seu momento de puro cenário mesmo: sem gente, sem movimento, só uma bela imagem ali na sua frente para se contemplar.
As praças conservadas são um convite para se sentar e entrar nesse tempo que corre diferente.
As livrarias expõem suas companhias impressas cheias de conteúdo, as feiras comercializam todo o tipo de antiguidade que você possa imaginar e os museus levam os nomes dos principais artistas nacionais.
Embora se ouça o Candombe, ritmo afro-uruguaio, pelos bairros de Palermo. Isso só acontece nos finais de tarde de sábado e domingo, fora dali, daquele momento, Montevidéu não é musical. É visual e tem um gosto incrível. Os sabores de lá passam pela baixa gastronomia dos panchos, tortas fritas e muzzarelas; os tradicionais chivitos transbordam nos pratos; os cortes de carnes, como a colita de cuadril, são muito saborosos; e como postres, podemos nos servir do básico pudim de leite ou curtir um sorvete do La Cigale (maravilhosos!). Para beber, a escolha é difícil: vinhos da casa, cervejas Patrícia ou Zillertal e o medio y medio (bebida tradicional composta por metade espumante e metade vinho branco).
Existe um lado descolado e jovem, não tão extenso como o da vizinha Buenos Aires, mas muito interessante. Na calle Bacacay existem lojas com criações modernas de moda e decoração, como a Tiempo Funky. À noite, dá para beber, conversar e ouvir boa música no La Ronda Café, local de encontro da galera indie. O garçom é muito simpático, a seleção musical surpreende e agrada. Ah, não deixe de provar o mastigable de carne. Hummmm.
Passear pelas Ramblas, caminhar pelo Parque Rodó e voltar no tempo se divertindo no parque de diversões ali perto. Montevidéu é uma cidade que nos revigora. Saímos mais calmos e felizes, na paz!
Novas imagens de NY, em um outono frio e chuvoso.
Abaixo, o Moma, New Museum as ruas do Meatpacking District.







Enquanto rolava o Dia das Crianças aqui no Brasil, em NY, algumas pessoas se aglomeravam diante da porta da minúscula loja de acessórios do Marc Jacobs, a Special Items, no Soho. Filinha de 40 minutos, aproximandamente, com pessoas do mundo inteiro e os locais, que sempre passam por lá para garantir peças lindas a preços irresistíveis.

Casamento às margens do Rio Nieva, em St. Petersburgo, Rússia.


















