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Inverno rigoroso em São Paulo. Céu lindo, azul sem nuvens e termômetros caindo progressivamente. Em tempos de festas juninas em todo o país me emocionou o vídeo abaixo, feito pelos poloneses, que celebram a chegada do verão lançando lanternas ao céu. Pequenas lanternas voando por aí, levando “mini desejos” pelo ar e tornando tudo mais leve e bonito. As imagens são lindas. Inevitável a comparação com o filme da Disney, Enrolados, que conta de forma “contemporânea” a historinha da Rapunzel.

Abaixo, os dois filminhos:

E ontem rolou pocket show do Thiago Pethit na Fnac. Uma delicadeza pra fechar o dia cheio aqui na Polar. A surpresa maior foi a participação especial da Liz, filha da Tiê, que acompanhou a mamy em uma música e fez seu “début” nos palcos.

Abaixo, um pouco mais do Thiago, no clipe lindo de Mapa Mundi:

Nicola Costantino é uma artista plástica argentina. A Galeria Baró trouxe ao Brasil algumas de suas obras na exposição “Mi Doble”. A reflexão da artista sobre o outro fez com que ela própria criasse “una doble”. Um clone. Um boneco dela mesma que causou tanto estranhamento na artista que fez com que ela mesma o destruísse. A curiosidade é que o processo de criação e destruição da doble aconteceu simultaneamente a gravidez da artista. Um dos objetivos era se ver grávida sob um ponto de vista “externo”.
Hoje, Nicola está feliz com seu filho, Aquiles. E a doble mora em pequenas caixinhas em seu atelier, em pequenos pedaços que um dia podem voltar a ressurgir caso a curiosidade da artista permita.
Acima, o trailer que mostra um pouco da vida e morte de su doble.

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A Polar está em ritmo de Mostra de Cinema e assumiu a comunicação da diretora dinamarquesa Rie Rasmussen durante o festival.  A atriz, roteirista e diretora assina seu primeiro longa “Human Zoo”, que será exibido amanhã, quinta-feira, às 18h, e no sábado, às 19h. Como atriz, ela atuou em Femme Fatale, de Brian de Palma, e em Angel-A, de Luc Besson.  Durante muitos anos Rie trabalhou como modelo e participou de campanhas para Gucci e Victoria Secrets.

Usando outras plataformas em seu trabalho, Rie transita entre a fotografia e a pintura e se projeta, com apenas 31 anos, como uma das artistas mais interessantes de sua geração.

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É amanhã o show da Cat Power no Via Funchal. Ela mostra as canções do seu último disco, “Jukebox”, com ótimos  covers de Frank Sinatra a James Brown.  Não é o meu disco preferido, gosto mais do “What Would the Community Think”, mas a performance ao vivo é sempre garantia de bom “entretenimento”.  Além de fazer ótimas versões para clássicos, Cat Power é doce, inquieta e sobreviveu a uma depressão e, de certa forma,  ao álcool. Esta será a terceira apresentação de Chan Marshall no Brasil.

gainsbourg020 Todo mundo sabe que o Scandurra curte o Gainsbourg, como “eu, você e todos nós”.  O cara tem um restaurante francês que se chama Le Petit Trou e de vez em quando faz uns showzinhos com músicas do Gainsbourg por lá.  Ainda dentro das magníficas comemorações do Ano da França no Brasil, o Scandurra toca amanhã, ao lado dos Les Provocateurs, com participação especial do Fausto Fawcet, a canastrice personificada e, ainda assim, genial. Gosto do Fawcet desde os tempos da mundialmentre famosa Kátia Flávia e da clássica ”facada leite moça”. Adorei o “Copacabana Lua Cheia”, livro editado pela Dantes com historinhas de uma Copacabana tipicamente fawcetiana, um mundo essencialmente carioca e brasileiríssimo sem ser caricatural, se é que isto é possível. Para quem gosta do cheiro dos gitanes e da ironia francesa,  o show é imperdível.  Amanhã no Sesc Paulista, às 21h.

Hoje é o Dia Mundial do Rock. Yeah!

iggy

mick

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Muito já foi dito sobre Serge Gainsbourg.  Todo mundo quer falar um pouco sobre este iconoclasta francês, até eu, admito. Assunto inesgotável, as memórias deste personagem serão revisitadas muitas e muitas vezes. Compositor, intérprete, escritor, poeta, ator, diretor, cômico, gauche,  dono de um  nariz cheio de personalidade, orelhudo e  feio, mas charmoso, Gainsbourg faria 81 anos em abril deste ano.  Nascido Lucien Ginzburg, se transformou em Serge no final da década de 50. Por influência do pai pianista aprendeu a ler partituras e se familiarizou com o universo musical.  Em 58 gravou seu primeiro disco e iniciou uma carreira repleta de paixões fulminantes, uma sinceridade desconcertante e muito bom humor. Filho de judeus russos, conseguiu levar uma vida hedonista, com todos os excessos possíveis, sempre acompanhado de mulheres lindas. Uma de suas melhores cenas foi vista por todo o mundo, ao declarar para ninguém mais, ninguém menos que a atriz /cantora Whitney Houston (!!!!) um sonoro e desconcertante ” I want to fuck you”, em um programa da televisão francesa. 

Gainsbourg  é conhecido pelo hit ”Je T´aime, Moi non plus”, feito para uma Brigitte Bardot jovem, linda e amalucada,  no auge da carreira. Tão maluca que temeu a reação do público ao ouvi-la entoando os versos eternizados pelo duo de Gainsbourg com a inglesa Jane Birkin. Com ela, foi pai de Charlotte Gainsbourg, que levou recentemente a Palma de Ouro em Cannes ( melhor atriz) .

Além do hit, Gainsbourg gravou as deliciosas  ”Couleur Cafe”, “La Javanaise”, “Bonnie & Clyde”  e Le Poinçonneur des Lilas”, que tem no refrão o nome do simpático restaurante do Scandurra em São Paulo.

Aqui no Brasil as homenagens acontecem de tempos em tempos. A Editora Barracuda já lançou sua biografia, “Um Punhado de Gitanes”, de Sylvie Simmons. E hoje o Sesc abre a exposição “Gainsbourg, artista, cantor, poeta, etc”, em sua unidade da Av. Paulista, com curadoria de Frédéric Sanchez e co-realização da parisiense Cité de La Musique, que sediou a exposição até março passado. 

Acima, fotos da fachada da casa do próprio, em Paris, no número 5 da Rue de Verneuil, em um momento de tietagem explícita desta que voz escreve.  Reza a lenda que Gainsbourg pintou o interior da casa de preto, cuidava obsessivamente de todos os detalhes e detestava que alguém mudasse seus objetos de lugar. Tanto que sua mulher, Birkin, se mudou de lá por não conseguir transitar em um ambiente cheio de regras e com pouquíssima luz natural. Ela tinha direito de fazer o que bem quisesse apenas em um único quarto da casa. Depois ela virou nome de bolsa, mas  isso é uma outra história…  

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