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Incrível como uma marca consegue se comunicar tão bem! Vídeo feito no Hotel James, em Nova Iorque, com os acessórios do verão 2011 Marc Jacobs.


Retomamos a seção Polar Tips, com os relatos sensoriais de viagens dos amigos, queridos e clientes Polar Studio. Segue um roteiro de viagem de uma das melhores fotógrafas que conheço, a *Carol Sachs, que nos enviou um relato delicioso acompanhado das belíssimas imagens abaixo. Enjoy it!

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Em novembro do ano passado eu fiz um cruzeiro a trabalho pela Itália. Começava em Roma e terminava em Veneza, onde meu namorado morava temporariamente. Combinamos bem direitinho, sexta-feira as duas e meia da tarde ele me encontraria na estação de San Basílio onde o navio aporta, já com o carro alugado para subirmos a montanha no final de semana e matar as saudades de um mês sem se ver. O capitão do navio anunciou que a entrada em Veneza estava prevista para as duas, então lá pelo meio dia fui fazer um sauninha. De repente escuto no auto-falante “Agora estamos passando pelo Lido, uma das ilhas da lagoa de Veneza”, saí correndo tomar banho, vestiário lotado, desci pro quarto e, apressada, entre um corte de gilette e outro, escuto o capitão novamente “Agora nos aproximamos de San Marco, a praça mais importante da cidade”. Terminei o banho voando e, com uma mão na toalha e outra na câmera, consegui não pegar pneumonia e ainda fotografar a praça da varanda do quarto.

Fechei a mala, joguei qualquer pedaço de frango para dentro no almoço, mal me despedi dos companheiros de viagem e fui a primeira a descer do navio. Andei até a estação e… cadê o namorado? Eu estava um pouco adiantada, mas mesmo assim parei uma estranha e pedi o telefone emprestado: “Cadê vc?”, “Chegando em dois segundos!”. Logo depois, no telefone público “Cadê?” “Em San Basílio e vc?” “Tbém!!”. Quarenta minutos depois, frio e escuro e nada. Acontece que existem duas estações de vaporetto chamadas San Basílio, as duas onde aportam navios, em lugares diferentes. Seriam perto se Veneza não fosse a confusão de mini ruas, sopportegos e pontes que é, se existisse uma única linha reta. Mas não existe e levou tudo isso e ele finalmente chegou, sem carro. O Fiat 500 alugado especialmente para mim tinha virado um Panda de acordo com as micro-letras do contrato. Namorado bateu o pé, mas só conseguiram o 500 depois. Pegamos o trem até Mestre, o 500, um mapa, um sanduíche de prosciutto crudo (meu mais preferido ever) e fomos.

O destino era um agriturismo perto do parque nacional das Dolomitas. Agriturismo são acomodações em casas de fazenda da região, tem muito nessa parte da Itália. Claro que a gente se perdeu, andou em círculos loucamente e uma hora depois se viu de volta em Veneza, desejando não gostar tanto de mapas a ponto de não alugar GPS.

Eu sei, parece uma viagem dos infernos, ou pior(!!), uma viagem clichê dos infernos, dessas de filme onde tudo dá errado, bem do tipo que eu odeio. Mas em algum momento, depois de uma tentativa frustrada de falar inglês ou italiano no telefone com a dona do lugar, a gente chegou. Numa casa enorme, toda de pedra, com a maior mesa de jantar que eu já vi na vida, uma sala grande com sofás delícia e a lareira acesa, banheiro quentinho com calefação, cama grande e uma moça fofa esperando a gente. Fomos jantar num restaurantinho local super simples, mas barato e gostoso. Duro só foi a grappa no final, que um amigo italiano chamaria de diesel, não de grappa.

No caminho de volta, comentamos como parecia especial aquela casa e que dava muita vontade de voltar todo ano e de mandar todos os amigos para lá. Foi qndo lembrei do email da querida Denise, me pedindo para escrever algo sobre as minhas viagens. Só podia ser sobre isso, um lugar que acaba com qualquer mau humor instantaneamente e deixa um quentinho no coração.

Tem muito mais sobre esse final de semana, como a quebra do 500 na beira da estrada e comidas incríveis com trufas brancas, mas isso fica para uma próxima. Por enquanto deixo as fotos do agriturismo e um pequeno teaser do que são as Dolomitas no outono: uma das paisagens mais lindas que meus olhos já viram.

E lá vai a info então:

Azienda Agrícola Gesiol (http://www.gesiol.it/ – as fotos não fazem muito jus ao lugar, mas sim, a roupa de cama é feia mesmo e sim, tem um pinico no quarto, hihi).

Dá para reservar por aqui: http://www.parks.it/agr/gesiol/Eindex.php

Mas atenção que não é hotel, funciona assim: metade da casa é dos donos, metade dos hóspedes, fica bem separadinho e eles só usam a parte deles. Todo dia no café ela vem ver se está tudo bem, se você precisa de alguma coisa e depois te deixa em paz, tipo simpática sem ser invasiva. O café em si é simples, mas eu mesma não preciso mais que isso: pão fresco, presunto e queijo ou salame, manteiga e geléia, alguma coisa doce que varia todo dia entre tortas caseiras e pães doces, leite, iogurte, café e chá. Tem uma mini cozinha que você pode usar para fazer outra coisa se quiser. Uma boa pode ser comprar uns quitutes na verdade, já que eles só servem café da manhã e de resto você tem que comer fora e não é perto.

Quartos: no primeiro andar tem dois, um deles o que eu fiquei. No segundo tem mais que eu não vi. O banheiro é dividido entre os quartos, mas na época que a gente foi só estava a gente lá, então foi tranquilo. De qualquer forma o chuveiro é bom e é tudo super novo e limpinho, eles devem ter renovado recentemente. E custa €70 a noite para duas pessoas.

Atenção número dois: tem que ir de carro!!! Tem uma cidadezinha mais fofa que a outra na região, você nem chega na acomodação de outra maneira (afinal, é uma fazenda agrícola) e o melhor é dirigir pelas estradas das montanhas e ir jantar cada dia numa vila diferente.

*Carol Sachs é uma fotógrafa brasileira que adora rodar o mundo e colecionar belas imagens. Saiba mais sobre seu trabalho em:www.carolsachs.com

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Sábado à noite. A ciudad fervilha e oferece mil opções para todos os bolsos, paladares, tribos, etc. Fomos ao Faena para um drink entre amigas. O hotel fica em Puerto Madero, região nova da cidade, cheia de apartamentos de luxo às margens do Rio de la Plata. A experiência é bastante sensorial e impressiona desde a entrada, com luzes rojas iluminando todo o prédio. No corredor que acessa o bar me dei conta que o Phillipe Starck realmente merece o jatinho próprio e todas as regalias que o coloca junto aos 10% mais privilegiados do planeta. Integrante do Leading Hotels of the World, o Faena é mesmo único. Da iluminação ao décor, tudo remete a um cenário de David Linch. Onde mais é possível imaginar alces empalhados ao lado de cadeiras com braços em forma de pato, lustres de cristal,  candelabros, móveis antigos, o kitsch sem ser cafona, a medida exata do excesso, se é que isto é possível. Mr. Starck materializa as raridades como poucos.  

 

Fomos ao Library Lounge onde acontecia o delicioso show de uma banda local chamada La Luli, uma espécie de CSS portenha. Duas vocalistas e três meninos no baixo, guitarra e bateria. Uma das vocalistas parecia a Amy Winehouse e a certa altura do show a própria fez uma versão de “You Know that I´m Not Good” em ritmo de cumbia para delírio da platéia seleta, cerca de 70 privilegiados que pagaram 100 pesos consumíveis para estar ali, ou quase isso. Existem exceções para todas as regras. No figurino, muito plástico bolha,  fitas adesivas enroladas nas pernas, mega hair, maiôs, plataformas e óculos escuros. Todos os excessos são bem vindos no mundo projetado pelos senhores Phillipe e Faena ( da família Faena). 

 

Um detalhe interessante: a torneira de prata em forma de pato faz parte da tradição portenha e Mr. Starck a manteve sabiamente no local, próxima ao bar.

 

Depois do show fomos ao pool bar e novamente constatamos que Phillipe estava realmente inspirado ao projetar o Faena. Ele sabe das coisas. As imagens acima falam por si só. Para mais detalhes, consulte o site do hotel. E se for a Buenos Aires, não deixe de tomar ao menos um dos vários drinks elaborados com champagne do cardápio.

 

Serviço

Faena

Marta Salotti, 445 – Puerto Madero

www.faenahotelanduniverse.com

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Outro hotel boutique na Calle Honduras é o Soho All Suítes. Ao contrário do Five, o serviço é impecável e o staff está sempre a postos para carregar suas malas enormes com sorriso no rosto. O café da manhã decepciona, com poucas opções de pães, mas fartura de queijos.

 

Os quartos são bem maiores que os do Five e contam com microondas e uma mini cozinha equipada com taças para quem pretende tomar alguns vinhos ali mesmo no hotel. O quarto standard tem  uma porta que cria dois ambientes: a suíte e uma sala, ideal para um esquenta antes da balada.

 

Quem quiser mais dicas de hotéis boutique em Palermo, entre em contato.

 

Serviço

Soho All Suítes

Honduras, 4762

www.sohoallsuites.com

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Com o aquecimento do turismo nos últimos anos, Buenos Aires ganhou alguns hotéis boutique, que investiram em design como diferencial para atrair turistas moderninhos e, claro, endinheirados, dispostos a pagar mais por uma ambientação especial. Um dos mais bacanas é o Five Cool Rooms, em Palermo Viejo. O bairro tem as opções mais interessantes de hospedagem para quem não abre mão de conforto, design e algum glamour, como massagem refrescante de boas vindas, que inclui uma ducha e um chá ou suco de ervas. Na mesma Calle Honduras existe outro hotel no mesmo segmento, o badalado Home, que exige reserva super antecipada para candidatos a hóspede, algo em torno de 2 meses.

 

Atenção para quem pretende se hospedar no terceiro andar do Five, próximo ao belo terraço com hidromassagem: o café da manhã é servido ali e pode ser que você não durma bem com o barulho. O ideal são os quartos do segundo andar, silenciosos e reservados. Café da manhã é farto e com boas opções de pães, bolos, chás e frutas. E se o sol aparecer, você pode degustar o desjejum nas mesas ao ar livre, na piscina, com uma bela vista para um dos bairros mais bonitos da cidade.

 

Ponto fraco: o serviço. Se você sentir frio à noite, prepare-se para dormir com o ar condicionado na casa dos 29 graus. Isto porque a recepção é incapaz de providenciar edredons extras. Ou seja, para garantir seu sono, peça o seu assim que chegar ao hotel.

 

Os quartos standard não possuem frigobar. Mistéeeeerio.

 

A maioria dos funcionários do hotel é formada por meninas bem novinhas, o que é curioso. Todas usam um uniforme moderninho: um vestido preto com barra amarela +  tênis com meia.  Não espere por alguma ajuda para levar suas malas, principalmente se forem muitas, até o quarto. Encare o elevador e considere a possibilidade de reduzir a bagagem da próxima vez.

 

Serviço

Five Cool Rooms

Honduras, 4742

www.fivebuenosaires.com

 

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Argentina. Buenos Aires. Abril de 2009. Em minha quarta visita ao país vizinho, em uma viagem ao lado de duas amigas (deixando pra trás - todas nós – os maridos, filhos, cachorros, trânsito, prazos e a rotina), registrei o que acontece de mais bacana atualmente em relação ao design, moda, gastronomia, música, hotéis, comprinhas e afins. Alguns lugares se mantém no top list de qualquer visitante, como as ruas lindas de Palermo, cheias de stencils e graffitis, as placas antigas em San Telmo e os novos designers portenhos. Outras cenas são dispensáveis como a invasão dos turistas aos sábados na Plaza Alvear, Recoleta, que se transforma lentamente em uma grande feira de artesanato (infelizmente). A seguir, algumas dicas de hospedagem, gastronomia, design, moda e música a quem possa interessar.  

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