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A vida é cheia de encontros, no mínimo, inusitados. De um destes momentos, surgiu uma parceria. O Roberto Ganme sempre gostou de culinária japonesa. E o Juraci Pereira, o Jura, é um sushiman que faz pequenos milagres com um peixe. Deste encontro em um balcão, em São Paulo, nasceu uma parceria chamada Aya, restaurante  inaugurado ontem em Pinheiros.  Quis registrar meu depoimento por uma razão muito simples: o Jura me ensinou a gostar desta gastronomia. Sempre fui muito em cima do muro com a culinária japonesa. Gostava dos quentes, suspeitava dos frios. Mas ontem, naquele balcão, tudo mudou. O Jura conseguiu fazer com que eu provasse pratos do nível avançado para meu paladar de iniciante na degustação japonesa. E tudo o que ele preparou eu adorei. E quis repetir. E me emocionei. E achei incrível como um sal – o Sal vulcânico do Havaí – pode colorir um peixinho e mudar completamente seu sabor, de forma definitiva, na forma e no paladar. O Jura é um apaixonado pelo que faz. E esta paixão me fez provar tudo o que ele serviu e desejar que todos os meus queridos também visitem este lugar incrível que – para minha alegria extrema – é um dos novos clientes da Polar. Poucos restaurantes criam este vínculo imediato, esta sensação poderosa de verdade, transmitida a cada prato, esta possibilidade de encontrar em pequenas porções alegrias imensas. O Aya chegou, São Paulo. Aproveite!!


Janeiro. Mais uma vez, Argentina. Dias (muuuuito) quentes. Céu lindo. Alto. Bem azul. Sensacão térmica de 41 graus. E um passeio bem típico: pegar o Trem da Orla até Tigre, um lugar bem perto de BA’s. O passeio de trem é mais bonitinho que o lugar em si. Mas foi lá que encontrei esta fábrica de churros! Mais Chaves, impossível. Churros de doce de leite (claro), chocolate, baunilha e até sem recheio. Mas foram churros memoráveis. Especiais. Recomendo. Vá até Tigre e peça o seu!


A vizinhança da Mateus Grou, onde estamos, é muito feliz. Por isso,entre outras razões, é que escolhemos este local para trabalhar e produzir coisas bacanas nas quais acreditamos. A Polar se dá ao luxo de só trabalhar com o que/quem gosta. Não aceitamos trabalho que não seja bacana, doce, genial e enlouquecedor. Uma loucura boa é sempre estimulante.
Alguns dos nossos vizinhos compartilham desta mesma verve autoral, digamos assim. Um deles se tornou o quintal da Polar. Trata-se do restaurante Chou. Com apenas dois anos, o Chou se instalou em um dos vários sobrados da rua, onde viveu durante algum tempo a chef Gabriela Barretto. A intimidade com o lugar é tamanha que ela o transformou em seu restaurante. O lugar onde meu dia termina e minha noite começa. Pequeno, seleto, delicado e com comidinhas deliciosas no cardápio, o Chou é perfeito para degustar pequenas surpresas. Sentar no jardim, em meio as churrasqueiras acesas que aquecem o ambiente é se teletransportar para a infância na casa da avó, com a melhor confort food do mundo. O atendimento é bem bacana e as pessoas que trabalham ali gostam de contar a história do lugar. Fazem o seu trabalho felizes. Como todos deveriam fazer, aliás.
A trilha sonora é uma das melhores feitas para um restaurante na cidade de São Paulo. Com Billie Holiday e quetais. O pequeno sobrado abre apenas para o jantar, de terça à sábado.
Chou
Rua Mateus Grou, 345 . Pinheiros
www.chou.com.br

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Os monges beneditinos são conhecidos no mundo inteiro pela produção gastronômica e etílica (cerveja + vinhos). Aqui em São Paulo, o mosteiro de S. Bento, no centro da cidade, produz delícias “divinas”, sorry pelo vocábulo inevitável. A boa nova é que agora ninguém precisa se deslocar até o centro para comprar aquelas maravilhas. Foi inaugurada uma loja nos jardins, que vende tudo o que é produzido no mosteiro. Atendimento sensacional e um café da tarde capaz de fazer com que você coma de joelhos. Recomendo muito o pão de mel benedictus e a latinha com dois cupcakes de chocolate com avelã. Passa .

Rua Barão de Capanema, 416 – Jardins 

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Ir a Buenos Aires e não comer as típicas empanadas é um crime. Principalmente se você nunca ouviu falar no Restaurante El SanJuanino, o lugar ideal para degustar os acepipes. Desconsidere os turistas que invadem o local e se concentre na iguaria que por lá é vendida na versão al horno (assada) ou frita. Entre no clima e prepare-se para comer de pé, no balcão, ou enfrentar uma fila enorme para conseguir uma mesa entre a horda de turistas que lota cada centímetro do pequeno restaurante. No balcão, além da agilidade, você pode prestar mais atenção nos belíssimos  azulejos antigos que compõem a ambientação local.

Serviço

San Juanino

Posadas, 1515 – Recoleta

www.elsanjuanino.com

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Um dos mais antigos bistrôs de Buenos Aires, o Social Paraíso se tornou meu restaurante preferido na cidade. Tudo isso porque atende a algumas exigências (minhas, é claro) para um almoço perfeito: fica na rua onde estava hospedada, oferece boas opções de espumantes locais, além de chocolate em pelo menos uma das opções de postres e carmenère na carta de vinhos, além de um cardápio curto com apenas quatro pratos principais, extremamente bem executados. O atendimento é bem “lá em casa”, super atencioso e gentil. E o espaço é pequeno, aconchegante, repleto de flores frescas e cozinha aparente. Comi um sorrentino de queso, uma massa caseira delicada e perfumada com manjericão e molho de tomate fresco. Simples, bonito e gostoso. Almoço perfeito de duas horas sem a menor vontade de ir embora. Para comer sem pressa. Destaque para a sobremesa “variaciones de chocolate”, que, como o próprio nome entrega, é uma orgia para quem ama cacau. Serve bem até 4 pessoas.

 

Serviço                                                                                 

Social Paraíso

Honduras, 5182

www.socialparaiso.com.ar

uriarte

 

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 Pechito de cerdo marinado com jenjibre, limón y salvia en cocción lenta, servido con puré de

 batatas y mostaza de Dijon 

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 Pollo relleno con olivas negras, tomates secos y albahaca, servido con cebada, rúcula y queso de cabra

 

O Uriarte possui uma peculiaridade. Sua cozinha, comandada pela chef Julieta Oriolo, fica logo na entrada do restaurante, ou seja, você entra pela cozinha, literalmente.  O restaurante serve boas opções de pratos mediterrâneos,  conta com um serviço eficiente e um belo forno de barro no final do balcão. Como a maioria dos restôs em Palermo, o Uriarte também possui um DJ capaz de criar a mais portenha das atmosferas. Aqui a reserva também é imprescindível.

 

Serviço

Uriarte

Uriarte, 1572

www.baruriarte.com.ar

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sucre

 

O Sucre é um restaurante de comida contemporânea, situado em Belgrano, em frente a uma praça linda. É preciso reservar antes, a não ser que você não se incomode em comer nas mesas da calçada e perder o interior aconchegante de um dos melhores restaurantes de Buenos Aires. A partir das 21h o DJ esquenta o ambiente, de pé direito altíssimo, confortáveis sofás e cozinha aparente, no fundo do salão. A única ressalva é a hostess que comanda as reservas antes das 21h. Mal educada, mal vestida e pouco prestativa, ela tenta arruinar a noite dos freqüentadores, mas está longe de conseguir. O lugar é impecável e oferece serviço eficiente, uma bela carta de vinhos e uma cozinha primorosa, com opções no forno a lenha para carnes especiais, como a de cerdo. Destaque para o bar, que ocupa quase que uma parede inteira e recebe iluminação especial. Imperdível.

 

O mais engraçado em Buenos Aires é que a maioria dos restaurantes leva o mesmo nome da rua em que estão localizados. O Sucre é apenas o primeiro da minha lista.

 

Serviço

Sucre

Sucre, 676

www.sucrerestaurant.com.ar

 

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O Bar 6 é parada obrigatória para um drink no fim de tarde em Palermo Viejo. Com pé direito alto, lembra um loft novaiorquino, com boas opções de drinks, vinhos em taças e um cardápio enxuto. Serve um pisco sauer que faz bonito até mesmo entre chilenos. Recomendo!

 

Serviço

Bar 6

Armenia 1676

www.barseis.com

 

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stencil

 

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Argentina. Buenos Aires. Abril de 2009. Em minha quarta visita ao país vizinho, em uma viagem ao lado de duas amigas (deixando pra trás - todas nós – os maridos, filhos, cachorros, trânsito, prazos e a rotina), registrei o que acontece de mais bacana atualmente em relação ao design, moda, gastronomia, música, hotéis, comprinhas e afins. Alguns lugares se mantém no top list de qualquer visitante, como as ruas lindas de Palermo, cheias de stencils e graffitis, as placas antigas em San Telmo e os novos designers portenhos. Outras cenas são dispensáveis como a invasão dos turistas aos sábados na Plaza Alvear, Recoleta, que se transforma lentamente em uma grande feira de artesanato (infelizmente). A seguir, algumas dicas de hospedagem, gastronomia, design, moda e música a quem possa interessar.  

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